Debates de alto nível para construir a estratégia nacional de soberania de dados — unindo governo, academia e iniciativa privada em torno de um projeto de futuro. Escuta primordial em um dos debates mais qualificados do Brasil.
A articulação institucional do Ciclo está em curso. Novas confirmações serão anunciadas em breve.
O Brasil gasta bilhões em serviços de nuvem estrangeiros, armazena dados críticos fora do território nacional e depende de infraestruturas que não controla. O Ciclo propõe o debate qualificado para mudar esse cenário.
Delinear políticas públicas para que os dados dos brasileiros sejam processados e armazenados em território nacional, sob legislação brasileira.
Estimar o impacto da dependência digital na balança comercial e apresentar oportunidades de desenvolvimento tecnológico nacional.
Reunir presidentes de instituições estratégicas — IBGE, BNDES, Banco Central, BB, Caixa, Serpro e Dataprev — em torno de um projeto comum.
Enquanto isso, empresas nacionais de tecnologia perdem competitividade e dados públicos sensíveis circulam em servidores fora da jurisdição brasileira. O momento de agir é agora.
Entenda a proposta, os objetivos e o formato do Ciclo Soberania Digital Brasileira
O Ciclo Soberania Digital Brasileira é uma série de eventos de alto nível que reúne líderes de instituições públicas, acadêmicos e representantes do setor privado para debater e construir uma estratégia nacional de soberania de dados e infraestrutura digital.
O evento combina painéis temáticos, apresentação de dados econômicos, propostas de política pública e mesas-redondas com tomadores de decisão, gerando um produto final: um documento de recomendações estratégicas para o Brasil.
Data centers nacionais, cloud soberana e redes de backbone independentes.
Governança, proteção e uso estratégico dos dados do setor público.
Fomento a empresas e produtos tecnológicos de origem brasileira.
Formação de talentos em IA, segurança de dados e computação soberana.
Abertura com Márcio Pochmann (IBGE). Apresentação de dados sobre dependência de infraestrutura estrangeira, fluxo de divisas e gaps de política pública.
Participação do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Debate sobre instrumentos financeiros para desenvolver infraestrutura digital nacional.
Participação do Banco Central, Serpro e Dataprev. Debate sobre LGPD, open data, regulação de IA e gestão de dados públicos estratégicos.
Mesa de encerramento com representantes de todas as instituições. Apresentação e aprovação do documento de recomendações estratégicas ao governo federal.
Personalidades confirmadas e em convite para o Ciclo Soberania Digital Brasileira
As seguintes lideranças foram formalmente convidadas a participar do Ciclo. A confirmação de cada participação será divulgada à medida que ocorrer.
Quatro encontros estratégicos para construir a soberania digital brasileira
Apresentação de indicadores nacionais sobre dependência de infraestrutura digital estrangeira. Abertura com Márcio Pochmann (IBGE).
Quanto o Brasil perde anualmente? Fluxo de divisas, fuga de dados e déficit tecnológico. Debate com economistas e especialistas.
Experiências internacionais e lições para o Brasil. Propostas iniciais de agenda política.
Como o banco de desenvolvimento pode financiar data centers nacionais, startups de tecnologia e cloud soberana.
Bancos públicos como plataformas digitais soberanas e catalisadores do ecossistema tecnológico nacional.
Fundos, incentivos fiscais, compras governamentais e PPPs para tecnologia nacional.
DREX, open finance e regulação do sistema financeiro digital soberano.
Empresas públicas de TI como pilares da soberania digital: desafios, capacidade e visão de futuro.
Como o Brasil pode desenvolver inteligência artificial com dados, infraestrutura e governança nacionais.
Apresentação consolidada dos diagnósticos, propostas e consensos formados ao longo do ciclo.
Como institucionalizar a agenda de soberania digital: legislação, estrutura de governança e metas.
Assinatura simbólica do documento de recomendações com presença de representantes de todas as instituições.
O custo real da dependência digital para a economia brasileira
Estimativa anual gasta por entidades brasileiras em serviços de nuvem estrangeiros
órgãos federais já acessam a Nuvem de Governo gerida por Serpro e Dataprev
previstos no Plano Brasileiro de IA para soberania e inovação digital
Brasil é o 3º maior mercado de cloud computing da América Latina
O Brasil enfrenta um déficit crescente na balança de serviços digitais. Pagamentos por licenças de software, serviços de nuvem, plataformas digitais e propriedade intelectual tecnológica representam uma saída líquida relevante de divisas do país.
Estima-se que, com uma política consistente de substituição de tecnologias estrangeiras por alternativas nacionais nos setores público e privado, o Brasil poderia reter entre R$15 e R$25 bilhões anuais em sua economia, além de criar um polo tecnológico competitivo regionalmente.
* Estimativas aproximadas para fins de debate. Dados precisos serão apresentados nas edições do ciclo.
A dependência de infraestrutura digital estrangeira para armazenar dados governamentais cria vulnerabilidades estratégicas sérias. Dados da Receita Federal, INSS, saúde pública, registros eleitorais e informações militares processados em servidores fora da jurisdição brasileira estão sujeitos a legislações estrangeiras — como a lei CLOUD Act dos EUA — que permitem acesso por agências de inteligência estrangeiras.
O Serpro e a Dataprev, empresas públicas de TI criadas exatamente para garantir essa soberania, precisam de fortalecimento institucional e tecnológico para dar conta da demanda crescente por infraestrutura soberana.
Países como Alemanha, França, Índia e China investem massivamente em soberania digital — não apenas por razões de segurança, mas como estratégia de desenvolvimento econômico. A criação de campeões nacionais em cloud computing, IA e segurança cibernética gera empregos de alta qualificação, aumenta a competitividade industrial e posiciona o país como exportador de serviços digitais.
O Brasil tem bases sólidas: o maior parque de data centers da América Latina, uma das maiores populações de desenvolvedores do mundo, forte presença de TI no setor financeiro e acadêmicos de excelência. Falta articulação estratégica — e é isso que o Ciclo propõe construir.
Soberania digital não é apenas uma questão de segurança — é uma questão de desenvolvimento econômico, de geração de emprego e de soberania nacional em sentido amplo. O Brasil que não domina sua infraestrutura de dados não domina seu próprio futuro.
— Premissa central do Ciclo Soberania Digital BrasileiraAtualizações sobre o Ciclo, artigos e cobertura da mídia
O Professor Márcio Pochmann, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou sua participação como debatedor de abertura na 1ª Edição do Ciclo Soberania Digital Brasileira, prevista para 28 ou 29 de maio de 2026 em São Paulo.
O IBGE é, por definição, a instituição que mais conhece o Brasil — seus dados, territórios e populações. Num debate sobre soberania digital, a voz de seu presidente carrega um peso singular: quem controla os dados de um país, controla seu futuro. Pochmann trará ao Ciclo dados inéditos sobre o volume e o perfil da dependência digital da administração pública federal, incluindo informações sobre contratos com provedores estrangeiros de infraestrutura de dados.
A confirmação de Pochmann sinaliza o comprometimento das principais estatais brasileiras com o debate sobre soberania digital. O Ciclo reunirá presidentes de Serpro, Dataprev, Telebrás, Correios e representantes do Banco Central e do Banco do Brasil para construir encaminhamentos concretos sobre uma política nacional de nuvem soberana.
O evento terá formato fechado, com 50 a 60 convidados selecionados, garantindo um ambiente de diálogo qualificado e com liberdade para trocas francas entre os participantes.
O Brasil transfere anualmente uma estimativa de R$ 40 bilhões para empresas estrangeiras de computação em nuvem — principalmente AWS (Amazon), Azure (Microsoft) e Google Cloud. Este valor, equivalente ao superávit comercial de importantes setores da economia nacional, sai do país sem gerar empregos, impostos ou desenvolvimento tecnológico local.
Segundo o relatório Panorama AbraCloud 2025 da Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud, as empresas nacionais de cloud faturaram R$ 2,1 bilhões em 2024 — uma fração mínima do mercado total. O Gartner projeta que os gastos globais com nuvem pública atingiram US$ 595 bilhões em 2024, e a participação brasileira nesse fluxo é expressiva dado o tamanho da economia digital do país.
Parte significativa deste fluxo refere-se a contratos do setor público federal e estadual. Segundo análise publicada na revista Conjur em março de 2026, empresas públicas e estatais que operam em setores estratégicos — energia, defesa, saúde, financeiro — processam dados sensíveis em infraestruturas com nexo jurisdicional nos Estados Unidos, sujeitando essas informações ao alcance da CLOUD Act americana.
O Serpro e a Dataprev, empresas públicas de TI criadas para garantir a soberania tecnológica do Estado, têm capacidade instalada subutilizada. Desde junho de 2025, mais de 250 órgãos do Executivo Federal já podem acessar os catálogos de serviços da Nuvem de Governo gerida pelas duas estatais — mas a migração total ainda está longe de acontecer.
O Ciclo Soberania Digital Brasileira encaminhou convite formal ao BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — para integrar o projeto como Patrocinador Âncora da 1ª Edição. A escolha do BNDES não é casual: o banco é o principal instrumento de financiamento do desenvolvimento tecnológico nacional e tem papel central em qualquer estratégia de soberania digital que o Brasil venha a adotar.
O banco já demonstrou comprometimento com a pauta tecnológica nacional. O plano "Nova Indústria Brasil", articulado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), conta com R$ 2 bilhões do BNDES para investir na construção de datacenters em território nacional. O patrocínio ao Ciclo seria uma extensão natural desse posicionamento estratégico.
A participação como Patrocinador Âncora inclui direito de fala na Mesa 2 do evento — dedicada ao debate sobre instrumentos de fomento à infraestrutura digital soberana —, vaga para um diretor na mesa de encerramento, logo em destaque no site por seis meses e acesso ao relatório exclusivo pós-evento com os encaminhamentos do Ciclo.
O convite está aberto e a negociação ocorre de forma personalizada, diretamente com a coordenação do Ciclo.
A LGPD (Lei nº 13.709/2018) protege dados pessoais em relações entre agentes privados e titulares, mas não alcança dados estratégicos não pessoais — segredos industriais, modelos de IA, dados de P&D — nem transferências coercitivas determinadas por governo estrangeiro. É o que aponta análise publicada no Conjur em março de 2026, assinada por especialistas em direito digital.
Empresas públicas e estatais que operam em setores estratégicos — energia, defesa, saneamento, saúde, financeiro — e processam dados sensíveis em infraestruturas de nuvem com nexo jurisdicional nos Estados Unidos estão sujeitas ao alcance da CLOUD Act: a lei americana que permite ao governo dos EUA exigir de empresas com presença jurisdicional americana o fornecimento de dados armazenados em qualquer jurisdição do mundo. A ordem é dirigida ao provedor. A estatal brasileira não é notificada. O Poder Executivo não é consultado.
Segundo análise publicada na Penso Tecnologia, CEOs, CIOs, diretores jurídicos e órgãos de governo devem urgentemente revisar sua dependência de plataformas estrangeiras e avaliar a migração para infraestruturas nacionais — como a Nuvem de Governo desenvolvida pelo Serpro e Dataprev sob coordenação do Ministério da Gestão e Inovação.
Em setembro de 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou um marco histórico: a construção da Nuvem de Governo como novo pilar da soberania tecnológica do Brasil. O projeto, desenvolvido em parceria entre o MGI, o Serpro e a Dataprev, já estava em operação desde junho de 2025, com mais de 250 órgãos do Executivo Federal acessando os catálogos de serviços das duas estatais.
A Nuvem de Governo é uma infraestrutura sob gestão direta do Estado brasileiro, com dados processados e guardados em datacenters próprios do Serpro e da Dataprev, localizados em São Paulo e Brasília. O modelo garante soberania operacional — as tecnologias avançadas de empresas internacionais são instaladas fisicamente em ambientes controlados pelo Estado, sem que os dados saiam da jurisdição brasileira.
Em 2023, Dataprev e Serpro foram retiradas do Plano Nacional de Desestatização (PND), pelo reconhecimento da relevância estratégica das estatais de TI na governança, privacidade e segurança dos dados públicos. Com isso, em 2024 puderam investir, contratar pessoal especializado e ampliar negócios — posicionando-se como pilares da transformação digital do Estado brasileiro.
Enquanto o Brasil ainda constrói sua estratégia de soberania digital, outros países já avançaram de forma significativa. A experiência europeia com o Gaia-X e o modelo indiano de nuvem governamental oferecem roteiros valiosos — e mostram que soberania digital é possível sem isolar o país da economia global.
O projeto Gaia-X nasceu para reduzir a dependência das big techs europeias e garantir que os dados do continente sejam tratados sob os valores e legislações locais — principalmente o GDPR. Seu diferencial é ser uma arquitetura federada: não substitui os provedores existentes, mas estabelece padrões comuns de interoperabilidade, privacidade e segurança. Os serviços que cumprem esses requisitos são listados em catálogos federados, dando transparência a governos e empresas.
Na Índia, o programa MeghRaj foi criado como a nuvem governamental oficial para acelerar a digitalização do setor público. Ele oferece infraestrutura, plataformas e softwares como serviço para órgãos governamentais, mantendo os dados dentro do território nacional sob a legislação indiana — combinando eficiência operacional com soberania de dados.
O Brasil tem bases sólidas: o maior parque de data centers da América Latina, uma das maiores populações de desenvolvedores do mundo e estatais de TI — Serpro e Dataprev — com décadas de experiência na gestão de dados públicos. A Nuvem de Governo, lançada em 2025, é o primeiro passo concreto. O Ciclo Soberania Digital Brasileira propõe acelerar esse processo, conectando os atores que precisam decidir juntos.
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O Ciclo adota um modelo inovador: cada edição tem um Patrocinador Âncora exclusivo — que financia e dá nome àquele debate — mas participa ativamente de todas as demais edições do Ciclo, construindo presença e influência de longo prazo junto às maiores lideranças do país.
| Nível | Valor | Benefícios |
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⭐ Âncora
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R$ 120.000 a R$ 180.000 |
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Apoiador Master
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R$60.000 a R$80.000 |
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Apoiador
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R$25.000 a R$35.000 |
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Parceiro Institucional
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Sem investimento financeiro |
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O BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é formalmente convidado a integrar o Ciclo Soberania Digital Brasileira como Patrocinador Âncora, dada sua missão institucional alinhada à construção de uma infraestrutura digital soberana e competitiva para o Brasil.
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