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Debate Estratégico Nacional

Ciclo Soberania Digital
Brasileira

Debates de alto nível para construir a estratégia nacional de soberania de dados — unindo governo, academia e iniciativa privada em torno de um projeto de futuro. Escuta primordial em um dos debates mais qualificados do Brasil.

Márcio Pochmann
🎤 Abertura Confirmada
Márcio Pochmann
Presidente do IBGE
✓ Confirmado
🏛️ Em articulação com as principais estatais brasileiras:
Márcio Pochmann
Márcio Pochmann
Presidente · IBGE
✓ Confirmado
Gabriel Galípolo
Gabriel Galípolo
Presidente · Banco Central
Em andamento
Tarciana Medeiros
Tarciana Medeiros
Presidenta · Banco do Brasil
Em andamento
Hermano Studart
Hermano Studart
Presidente · Telebrás
Em andamento
Emmanoel Rondon
Emmanoel Rondon
Presidente · Correios
Em andamento
Wilton Mota
Wilton Itaguara Mota
Presidente · Serpro
Em andamento

A articulação institucional do Ciclo está em curso. Novas confirmações serão anunciadas em breve.

4
Edições Planejadas
8+
Convidados de Alto Nível
2026
Início do Ciclo

Por que a soberania digital
é urgente para o Brasil?

O Brasil gasta bilhões em serviços de nuvem estrangeiros, armazena dados críticos fora do território nacional e depende de infraestruturas que não controla. O Ciclo propõe o debate qualificado para mudar esse cenário.

Soberania de Dados

Delinear políticas públicas para que os dados dos brasileiros sejam processados e armazenados em território nacional, sob legislação brasileira.

Desenvolvimento Econômico

Estimar o impacto da dependência digital na balança comercial e apresentar oportunidades de desenvolvimento tecnológico nacional.

Articulação Institucional

Reunir presidentes de instituições estratégicas — IBGE, BNDES, Banco Central, BB, Caixa, Serpro e Dataprev — em torno de um projeto comum.

O Brasil paga ~R$ 40 bilhões/ano
a provedores estrangeiros de nuvem

Enquanto isso, empresas nacionais de tecnologia perdem competitividade e dados públicos sensíveis circulam em servidores fora da jurisdição brasileira. O momento de agir é agora.

O Projeto

Entenda a proposta, os objetivos e o formato do Ciclo Soberania Digital Brasileira

Um projeto inédito de
articulação nacional

O Ciclo Soberania Digital Brasileira é uma série de eventos de alto nível que reúne líderes de instituições públicas, acadêmicos e representantes do setor privado para debater e construir uma estratégia nacional de soberania de dados e infraestrutura digital.

O evento combina painéis temáticos, apresentação de dados econômicos, propostas de política pública e mesas-redondas com tomadores de decisão, gerando um produto final: um documento de recomendações estratégicas para o Brasil.

Infraestrutura

Data centers nacionais, cloud soberana e redes de backbone independentes.

Dados Públicos

Governança, proteção e uso estratégico dos dados do setor público.

Software Nacional

Fomento a empresas e produtos tecnológicos de origem brasileira.

Capital Humano

Formação de talentos em IA, segurança de dados e computação soberana.

Soberania Digital é
Segurança Nacional

Um país que não controla seus próprios dados não controla seu próprio destino. O Ciclo é o primeiro passo para mudar essa realidade.

Formato: Ciclo de 4 edições temáticas
Público: Gestores públicos e setor privado
Produto: Documento de recomendações estratégicas
Transmissão: Ao vivo e sob demanda

Como o Ciclo se desenvolve

1ª Edição — 2026

Diagnóstico: O Peso da Dependência Digital

Abertura com Márcio Pochmann (IBGE). Apresentação de dados sobre dependência de infraestrutura estrangeira, fluxo de divisas e gaps de política pública.

2ª Edição — 2026

Financiamento e Fomento à Soberania

Participação do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Debate sobre instrumentos financeiros para desenvolver infraestrutura digital nacional.

3ª Edição — 2026

Dados, Privacidade e Regulação

Participação do Banco Central, Serpro e Dataprev. Debate sobre LGPD, open data, regulação de IA e gestão de dados públicos estratégicos.

4ª Edição — 2026

Proposta de Estratégia Nacional

Mesa de encerramento com representantes de todas as instituições. Apresentação e aprovação do documento de recomendações estratégicas ao governo federal.

Convidados

Personalidades confirmadas e em convite para o Ciclo Soberania Digital Brasileira

Abertura do Ciclo

Confirmado
Márcio Pochmann
Economista, Professor e Gestor Público
Presidente do IBGE
Foto institucional: IBGE / Sala de Imprensa
Perfil IBGE

Personalidades Convidadas

As seguintes lideranças foram formalmente convidadas a participar do Ciclo. A confirmação de cada participação será divulgada à medida que ocorrer.

Em Convite
Aloizio Mercadante
Economista e ex-Ministro
Presidente do BNDES
Foto institucional em breve
Em Convite
Gabriel Galípolo
Economista e Gestor Público
Presidente do Banco Central
Foto institucional em breve
Em Convite
Presidente do
Banco do Brasil
A confirmar
Banco do Brasil S.A.
Foto institucional em breve
Em Convite
Presidente da
Caixa Econômica Federal
A confirmar
Caixa Econômica Federal
Foto institucional em breve
Em Convite
Wilton Itaguara Mota
A confirmar
SERPRO
Foto institucional em breve
Em Convite
Rodrigo Assumpção
A confirmar
DATAPREV
Foto institucional em breve
Nota: As fotos das personalidades serão atualizadas com imagens oficiais das respectivas instituições assim que as participações forem confirmadas formalmente. As imagens substitutas serão obtidas exclusivamente de canais institucionais públicos.

Edições do Ciclo

Quatro encontros estratégicos para construir a soberania digital brasileira

01
2026 · 1ª Edição
Diagnóstico da Dependência Digital Brasileira
M1
Mesa 1 — Abertura Institucional

Apresentação de indicadores nacionais sobre dependência de infraestrutura digital estrangeira. Abertura com Márcio Pochmann (IBGE).

M2
Mesa 2 — Impacto Econômico

Quanto o Brasil perde anualmente? Fluxo de divisas, fuga de dados e déficit tecnológico. Debate com economistas e especialistas.

M3
Mesa 3 — Caminhos para a Soberania

Experiências internacionais e lições para o Brasil. Propostas iniciais de agenda política.

Confirmada
02
2026 · 2ª Edição
Financiamento e Fomento à Infraestrutura Soberana
M1
Mesa 1 — O Papel do BNDES

Como o banco de desenvolvimento pode financiar data centers nacionais, startups de tecnologia e cloud soberana.

M2
Mesa 2 — BB e Caixa na Era Digital

Bancos públicos como plataformas digitais soberanas e catalisadores do ecossistema tecnológico nacional.

M3
Mesa 3 — Instrumentos Financeiros

Fundos, incentivos fiscais, compras governamentais e PPPs para tecnologia nacional.

Planejado
03
2026 · 3ª Edição
Dados, Privacidade, IA e Regulação
M1
Mesa 1 — Banco Central e Moeda Digital

DREX, open finance e regulação do sistema financeiro digital soberano.

M2
Mesa 2 — Serpro e Dataprev

Empresas públicas de TI como pilares da soberania digital: desafios, capacidade e visão de futuro.

M3
Mesa 3 — IA Soberana

Como o Brasil pode desenvolver inteligência artificial com dados, infraestrutura e governança nacionais.

Planejado
04
2026 · 4ª Edição
Estratégia Nacional — Documento Final
M1
Mesa 1 — Síntese das Edições

Apresentação consolidada dos diagnósticos, propostas e consensos formados ao longo do ciclo.

M2
Mesa 2 — Governança e Implementação

Como institucionalizar a agenda de soberania digital: legislação, estrutura de governança e metas.

M3
Mesa 3 — Encerramento com Diretorias

Assinatura simbólica do documento de recomendações com presença de representantes de todas as instituições.

Planejado

Implicações Econômicas

O custo real da dependência digital para a economia brasileira

~R$40bi

Estimativa anual gasta por entidades brasileiras em serviços de nuvem estrangeiros

Est. AbraCloud/IDC · 2024–2025
250+

órgãos federais já acessam a Nuvem de Governo gerida por Serpro e Dataprev

Fonte: MGI/gov.br · Set. 2025

Brasil é o 3º maior mercado de cloud computing da América Latina

Fonte: Adistec/TI Inside · 2025
📚 Fontes e referências
TI Inside · Abr. 2026 Fronteira digital brasileira: por que a nuvem nacional é decisiva Conjur · Mar. 2026 Localizar o servidor no Brasil não é suficiente para soberania digital gov.br/MGI · Set. 2025 Brasil consolida a Nuvem de Governo com Serpro e Dataprev Migalhas · Jun. 2025 Soberania digital brasileira: estratégias para o futuro autônomo Penso Tecnologia · Ago. 2025 CLOUD Act e riscos jurídicos: o alerta que o Brasil precisa ouvir Gartner / TI Inside · Nov. 2024 Mercado de nuvem pública deve movimentar US$ 723 bilhões em 2025

Impacto na Balança Comercial

O Brasil enfrenta um déficit crescente na balança de serviços digitais. Pagamentos por licenças de software, serviços de nuvem, plataformas digitais e propriedade intelectual tecnológica representam uma saída líquida relevante de divisas do país.

Estima-se que, com uma política consistente de substituição de tecnologias estrangeiras por alternativas nacionais nos setores público e privado, o Brasil poderia reter entre R$15 e R$25 bilhões anuais em sua economia, além de criar um polo tecnológico competitivo regionalmente.

Serviços de nuvem
~R$22bi
Licenças de software
~R$12bi
Plataformas digitais
~R$8bi
P&D tecnológico
~R$4bi

* Estimativas aproximadas para fins de debate. Dados precisos serão apresentados nas edições do ciclo.

Segurança Nacional e Dados Públicos

A dependência de infraestrutura digital estrangeira para armazenar dados governamentais cria vulnerabilidades estratégicas sérias. Dados da Receita Federal, INSS, saúde pública, registros eleitorais e informações militares processados em servidores fora da jurisdição brasileira estão sujeitos a legislações estrangeiras — como a lei CLOUD Act dos EUA — que permitem acesso por agências de inteligência estrangeiras.

O Serpro e a Dataprev, empresas públicas de TI criadas exatamente para garantir essa soberania, precisam de fortalecimento institucional e tecnológico para dar conta da demanda crescente por infraestrutura soberana.

Oportunidade de Desenvolvimento Tecnológico

Países como Alemanha, França, Índia e China investem massivamente em soberania digital — não apenas por razões de segurança, mas como estratégia de desenvolvimento econômico. A criação de campeões nacionais em cloud computing, IA e segurança cibernética gera empregos de alta qualificação, aumenta a competitividade industrial e posiciona o país como exportador de serviços digitais.

O Brasil tem bases sólidas: o maior parque de data centers da América Latina, uma das maiores populações de desenvolvedores do mundo, forte presença de TI no setor financeiro e acadêmicos de excelência. Falta articulação estratégica — e é isso que o Ciclo propõe construir.

"

Soberania digital não é apenas uma questão de segurança — é uma questão de desenvolvimento econômico, de geração de emprego e de soberania nacional em sentido amplo. O Brasil que não domina sua infraestrutura de dados não domina seu próprio futuro.

— Premissa central do Ciclo Soberania Digital Brasileira

Notícias

Atualizações sobre o Ciclo, artigos e cobertura da mídia

Lançamento
10 de abril de 2026
Márcio Pochmann confirma participação na abertura do Ciclo Soberania Digital
O presidente do IBGE aceitou o convite para abrir o primeiro evento do Ciclo, trazendo dados inéditos sobre dependência digital na administração pública federal.

O Professor Márcio Pochmann, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou sua participação como debatedor de abertura na 1ª Edição do Ciclo Soberania Digital Brasileira, prevista para 28 ou 29 de maio de 2026 em São Paulo.

Por que a presença do IBGE é fundamental

O IBGE é, por definição, a instituição que mais conhece o Brasil — seus dados, territórios e populações. Num debate sobre soberania digital, a voz de seu presidente carrega um peso singular: quem controla os dados de um país, controla seu futuro. Pochmann trará ao Ciclo dados inéditos sobre o volume e o perfil da dependência digital da administração pública federal, incluindo informações sobre contratos com provedores estrangeiros de infraestrutura de dados.

Um debate que o Brasil precisa ter

A confirmação de Pochmann sinaliza o comprometimento das principais estatais brasileiras com o debate sobre soberania digital. O Ciclo reunirá presidentes de Serpro, Dataprev, Telebrás, Correios e representantes do Banco Central e do Banco do Brasil para construir encaminhamentos concretos sobre uma política nacional de nuvem soberana.

O evento terá formato fechado, com 50 a 60 convidados selecionados, garantindo um ambiente de diálogo qualificado e com liberdade para trocas francas entre os participantes.

Ciclo Soberania Digital Brasileira · Coordenação do Ciclo · contato@soberaniadigitalbrasil.com
Análise
5 de abril de 2026
Brasil paga estimativa de R$ 40 bilhões por ano a provedores de nuvem estrangeiros
Levantamento aponta o tamanho da dependência digital brasileira e o impacto na balança comercial de serviços tecnológicos.

O Brasil transfere anualmente uma estimativa de R$ 40 bilhões para empresas estrangeiras de computação em nuvem — principalmente AWS (Amazon), Azure (Microsoft) e Google Cloud. Este valor, equivalente ao superávit comercial de importantes setores da economia nacional, sai do país sem gerar empregos, impostos ou desenvolvimento tecnológico local.

O dado e sua origem

Segundo o relatório Panorama AbraCloud 2025 da Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud, as empresas nacionais de cloud faturaram R$ 2,1 bilhões em 2024 — uma fração mínima do mercado total. O Gartner projeta que os gastos globais com nuvem pública atingiram US$ 595 bilhões em 2024, e a participação brasileira nesse fluxo é expressiva dado o tamanho da economia digital do país.

O problema do setor público

Parte significativa deste fluxo refere-se a contratos do setor público federal e estadual. Segundo análise publicada na revista Conjur em março de 2026, empresas públicas e estatais que operam em setores estratégicos — energia, defesa, saúde, financeiro — processam dados sensíveis em infraestruturas com nexo jurisdicional nos Estados Unidos, sujeitando essas informações ao alcance da CLOUD Act americana.

A oportunidade desperdiçada

O Serpro e a Dataprev, empresas públicas de TI criadas para garantir a soberania tecnológica do Estado, têm capacidade instalada subutilizada. Desde junho de 2025, mais de 250 órgãos do Executivo Federal já podem acessar os catálogos de serviços da Nuvem de Governo gerida pelas duas estatais — mas a migração total ainda está longe de acontecer.

Patrocínio
28 de março de 2026
BNDES é convidado a integrar o Ciclo como Patrocinador Âncora
O convite formal ao BNDES destaca o papel estratégico do banco no financiamento da infraestrutura digital soberana brasileira.

O Ciclo Soberania Digital Brasileira encaminhou convite formal ao BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — para integrar o projeto como Patrocinador Âncora da 1ª Edição. A escolha do BNDES não é casual: o banco é o principal instrumento de financiamento do desenvolvimento tecnológico nacional e tem papel central em qualquer estratégia de soberania digital que o Brasil venha a adotar.

O papel do BNDES na soberania digital

O banco já demonstrou comprometimento com a pauta tecnológica nacional. O plano "Nova Indústria Brasil", articulado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), conta com R$ 2 bilhões do BNDES para investir na construção de datacenters em território nacional. O patrocínio ao Ciclo seria uma extensão natural desse posicionamento estratégico.

O que inclui a cota Âncora

A participação como Patrocinador Âncora inclui direito de fala na Mesa 2 do evento — dedicada ao debate sobre instrumentos de fomento à infraestrutura digital soberana —, vaga para um diretor na mesa de encerramento, logo em destaque no site por seis meses e acesso ao relatório exclusivo pós-evento com os encaminhamentos do Ciclo.

O convite está aberto e a negociação ocorre de forma personalizada, diretamente com a coordenação do Ciclo.

Fonte: TI Inside · Coordenação do Ciclo Soberania Digital Brasileira
Regulação
20 de março de 2026
LGPD e nuvem pública: os riscos jurídicos que ninguém quer discutir
Órgãos públicos que armazenam dados em provedores estrangeiros enfrentam risco crescente de não conformidade e exposição à jurisdição americana.

A LGPD (Lei nº 13.709/2018) protege dados pessoais em relações entre agentes privados e titulares, mas não alcança dados estratégicos não pessoais — segredos industriais, modelos de IA, dados de P&D — nem transferências coercitivas determinadas por governo estrangeiro. É o que aponta análise publicada no Conjur em março de 2026, assinada por especialistas em direito digital.

O risco do CLOUD Act

Empresas públicas e estatais que operam em setores estratégicos — energia, defesa, saneamento, saúde, financeiro — e processam dados sensíveis em infraestruturas de nuvem com nexo jurisdicional nos Estados Unidos estão sujeitas ao alcance da CLOUD Act: a lei americana que permite ao governo dos EUA exigir de empresas com presença jurisdicional americana o fornecimento de dados armazenados em qualquer jurisdição do mundo. A ordem é dirigida ao provedor. A estatal brasileira não é notificada. O Poder Executivo não é consultado.

O que os órgãos públicos devem fazer

Segundo análise publicada na Penso Tecnologia, CEOs, CIOs, diretores jurídicos e órgãos de governo devem urgentemente revisar sua dependência de plataformas estrangeiras e avaliar a migração para infraestruturas nacionais — como a Nuvem de Governo desenvolvida pelo Serpro e Dataprev sob coordenação do Ministério da Gestão e Inovação.

Infraestrutura
12 de março de 2026
Serpro e Dataprev: o núcleo da nuvem soberana está pronto — falta estratégia
As duas estatais têm capacidade instalada subutilizada que pode ser o alicerce de uma infraestrutura digital soberana. Desde junho de 2025, mais de 250 órgãos federais já acessam seus serviços.

Em setembro de 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou um marco histórico: a construção da Nuvem de Governo como novo pilar da soberania tecnológica do Brasil. O projeto, desenvolvido em parceria entre o MGI, o Serpro e a Dataprev, já estava em operação desde junho de 2025, com mais de 250 órgãos do Executivo Federal acessando os catálogos de serviços das duas estatais.

O que é a Nuvem de Governo

A Nuvem de Governo é uma infraestrutura sob gestão direta do Estado brasileiro, com dados processados e guardados em datacenters próprios do Serpro e da Dataprev, localizados em São Paulo e Brasília. O modelo garante soberania operacional — as tecnologias avançadas de empresas internacionais são instaladas fisicamente em ambientes controlados pelo Estado, sem que os dados saiam da jurisdição brasileira.

A retirada do Plano de Desestatização

Em 2023, Dataprev e Serpro foram retiradas do Plano Nacional de Desestatização (PND), pelo reconhecimento da relevância estratégica das estatais de TI na governança, privacidade e segurança dos dados públicos. Com isso, em 2024 puderam investir, contratar pessoal especializado e ampliar negócios — posicionando-se como pilares da transformação digital do Estado brasileiro.

Internacional
5 de março de 2026
Gaia-X europeu e India Stack: o que o Brasil pode aprender com quem já agiu
Alemanha, França e Índia construíram infraestruturas digitais soberanas. O Brasil debate — mas também já deu passos concretos.

Enquanto o Brasil ainda constrói sua estratégia de soberania digital, outros países já avançaram de forma significativa. A experiência europeia com o Gaia-X e o modelo indiano de nuvem governamental oferecem roteiros valiosos — e mostram que soberania digital é possível sem isolar o país da economia global.

O modelo europeu: Gaia-X

O projeto Gaia-X nasceu para reduzir a dependência das big techs europeias e garantir que os dados do continente sejam tratados sob os valores e legislações locais — principalmente o GDPR. Seu diferencial é ser uma arquitetura federada: não substitui os provedores existentes, mas estabelece padrões comuns de interoperabilidade, privacidade e segurança. Os serviços que cumprem esses requisitos são listados em catálogos federados, dando transparência a governos e empresas.

O modelo indiano: MeghRaj

Na Índia, o programa MeghRaj foi criado como a nuvem governamental oficial para acelerar a digitalização do setor público. Ele oferece infraestrutura, plataformas e softwares como serviço para órgãos governamentais, mantendo os dados dentro do território nacional sob a legislação indiana — combinando eficiência operacional com soberania de dados.

E o Brasil?

O Brasil tem bases sólidas: o maior parque de data centers da América Latina, uma das maiores populações de desenvolvedores do mundo e estatais de TI — Serpro e Dataprev — com décadas de experiência na gestão de dados públicos. A Nuvem de Governo, lançada em 2025, é o primeiro passo concreto. O Ciclo Soberania Digital Brasileira propõe acelerar esse processo, conectando os atores que precisam decidir juntos.

Patrocínio

Apoie um projeto estratégico para o futuro digital do Brasil

Um modelo inédito:
Âncora por Edição, Presença no Ciclo

O Ciclo adota um modelo inovador: cada edição tem um Patrocinador Âncora exclusivo — que financia e dá nome àquele debate — mas participa ativamente de todas as demais edições do Ciclo, construindo presença e influência de longo prazo junto às maiores lideranças do país.

Como funciona a Cota Âncora
🎯
Exclusividade por edição
Cada edição tem apenas um Patrocinador Âncora. Sua marca é o nome daquele debate — sem concorrentes no mesmo nível.
🔄
Presença em todo o Ciclo
O Âncora de uma edição participa — com vaga garantida e visibilidade — de todas as demais edições, consolidando sua rede de alto nível.
🤝
Comunidade de âncoras
Os patrocinadores âncoras formam um grupo seleto que constrói junto a agenda de soberania digital do Brasil ao longo de todas as edições.
Estrutura do Ciclo — um Âncora por Edição
1ª Edição · Mai 2026
Âncora exclusivo
Nuvem Soberana e Infraestrutura
Aberta para parceria
2ª Edição · 2º Sem 2026
Âncora exclusivo
LGPD, Regulação e Dados Públicos
Em planejamento
3ª Edição · 1º Sem 2027
Âncora exclusivo
IA Soberana e Inovação Nacional
Em planejamento
4ª Edição · 2º Sem 2027
Âncora exclusivo
Setor Energético e Dados Estratégicos
Em planejamento

ℹ️ O Âncora de cada edição participa com vaga garantida e visibilidade em todas as demais edições do Ciclo.

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⭐ Convite Especial ao BNDES

O BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é formalmente convidado a integrar o Ciclo Soberania Digital Brasileira como Patrocinador Âncora, dada sua missão institucional alinhada à construção de uma infraestrutura digital soberana e competitiva para o Brasil.

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